O índice de preços da habitação cresceu, em 2016, ao nível mais elevado de sempre, com o indicador a acelerar a tendência de recuperação iniciada em 2014. No acumulado do ano, os preços cresceram 7,1%, suportados pelo comportamento dos alojamentos existentes.
'Em 2016, o IPHab registou uma taxa de variação média anual de 7,1%, mais do dobro da observada em 2015 (3,1%) e a taxa mais elevada da série disponível', refere o comunicado do Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com o mesmo documento, quer os alojamentos novos, quer os já existentes 'apresentaram aumentos no nível médio dos preços no último ano', ainda que a habitação já existente tenha liderado a subida dos preços, com um crescimento de 8,7%, enquanto as casas novas verificaram uma subida de 3,3%.
Segundo o INE, os preços dos alojamentos existentes cresceram o dobro face a 2014 e 2015, anos em que as subidas foram de 4,3% e 4%, respectivamente. 'A taxa de variação média anual dos alojamentos novos foi 1,6 p.p. superior à registada em 2015, e inferior ao máximo da série observado para 2014 (4,1%)', adianta o INE.
Em termos trimestrais, o índice registou um crescimento de 7,6% no quarto trimestre, idêntico ao registado no trimestre anterior. 'Tal como tem vindo a suceder desde o último trimestre de 2014, os alojamentos existentes voltaram a registar um aumento dos preços (9,2%) superior ao verificado nos alojamentos novos (3,5%)', avança o INE.
Mais transacções. Lisboa lidera
Em termos de transacções, os negócios também continuam a mostrar uma tendência de recuperação. Registaram-se 127.106 transacções de habitações, em 2016, mais 18,5% do que em 2015 e acima de 14,8 mil milhões de euros, mais 18,7% que em 2015.
Trata-se do quarto ano consecutivo de um aumento no número de vendas de alojamentos (aproximadamente mais 20.000 unidades do que em 2015). Das transacções realizadas no último ano, o grosso – 83% – diz respeito à compra e venda de habitações já existentes.