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Pode ser lançado concurso internacional para reabilitação de casas atingidas por incêndios de outubro | 22 de Dezembro de 2017

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) não coloca de parte a hipótese de lançar um concurso internacional para a reconstrução de casas destruídas pelos fogos de Outubro, para fazer à eventual falta de capacidade da construção civil nacional. A responsável, que falava à margem da celebração do primeiro protocolo de colaboração para a reconstrução de casas afetadas pelos fogos de 15 e 16 de outubro, explicou que neste momento estão a ser desenhados consórcios para cada um dos concelhos em que há muitas casas de habitação permanente afetadas. “No município onde já haja empresas, o que é preciso é uma empresa que coordene as existes. É mais fácil. Mas um município onde não há empresas de construção, estas têm que ser de fora e aí teremos de fazer propostas” e consultar pelo menos três empresas que estejam disponíveis para liderar o consórcio, explicou Ana Abrunhosa. Ainda este fim de semana, a mesma responsável da CCDRC avançou que a reconstrução das 264 casas de habitação permanente destruídas pelo incêndio de junho em Pedrógão Grande deverá estar concluída em meados de 2018. “Até final de 2017, a última casa estará em obra”, disse a presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa, em entrevista à agência Lusa, admitindo “a probabilidade de que todas estejam reconstruídas” e sejam reocupadas pelos proprietários “em meados do próximo ano”. A prioridade do Governo depois de 17 de junho, em parceria com diferentes entidades públicas e privadas, foi entregar as empreitadas das casas que “exigiam total reconstrução”, explicou Ana Abrunhosa acrescentando que, “entre esta semana e a próxima, entrará em obra a última habitação”. De acordo com os levantamentos oficiais, das 264 habitações permanentes atingidas pelo fogo, 87 precisam de recuperação total e destas 59 no concelho de Pedrógão Grande. Para os danos em empresas causados pelo incêndio de Pedrógão Grande, o Governo aprovou uma comparticipação de 85% a fundo perdido, com vista a salvar cerca de 300 postos de trabalho. E na área da agricultura de subsistência, o apoio de 1.053 euros a cada família “resolveu 80% das situações”, tendo as empresas agrícolas podido recorrer ao Programa de Desenvolvimento Rural 2020.   Fonte: Observador


Publicada por Observador


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